O principal objectivo da comunicação é garantir que a posição da empresa é devidamente esclarecida junto da opinião pública, e que a sua imagem é minimamente afectada.
Uma entrevista num jornal, numa rádio, numa televisão ou num blog é um cheque em branco que é dado. Cabe, saber preenchê-lo devidamente em benefício próprio, ou seja, ser capaz de aproveitar a oportunidade para esclarecer a opinião pública acerca da sua posição.
Como objectivo igualmente importante da comunicação encontra-se a necessidade de "estagnar" a especulação, fornecendo toda a informação disponível, mesmo as noticias de carácter negativo (quanto antes melhor), dando prova da sua boa-fé e de que não pretende esconder nada.
Face a uma crise, deve converter o negativo em positivo, a ignorância em conhecimento, o prejuízo em aceitação e a hostilidade em simpatia...
Quando se trata da relação com os meios de comunicação social, estas conversações devem ser realizadas de acordo com as rotinas de comunicação, à luz de uma premissa-base jornalística: para um jornalista, em primeiro plano está a noticia e só depois a informação. Por isso, muitas vezes, uma boa notícia para um jornalista é possivelmente uma má notícia para a empresa.
Face a este panorama que poderia parecer desencorajador, tem uma única arma com que combater: conhecer o quê, quem, porquê, quando, onde e como. Ou seja, conhecer as necessidades dos órgãos de comunicação social e se preparar para trabalhar com eles. Assim, pode perceber que os acontecimentos ocorrem e que as notícias são criadas. Estas são baseadas normalmente nos acontecimentos, mas, muitas vezes, não reflectem com fidelidade o que acontece.
O bom conhecimento dos meios de comunicação social coloca-o face a uma premissa básica: estes são empresas que, tal como outras, que se dedicam a outras actividades, têm por objectivo o lucro. Por isso, a sua conjuntura situa-se entre as seguintes realidades:
- Informam para entreter
- Servem um público e tentam fidelizá-lo
- Concorrem pela audiência para captar publicidade
- Ganham dinheiro (ou pelo menos tentam)
- Utilizam o poder que todos lhes concedemos
A preparação e a reflexão são as melhores armas, face às dificuldades de relação com os órgãos de comunicação social e tornam-se mais difíceis em momentos em que a reputação da empresa está em jogo.
Perguntar: Que querem eles? porquê? e porquê agora e aqui? é uma boa forma de começar a abordar a situação de crise.
Ou seja é claro desde "epicteto (c. 50d.c - c. 138d.c) - Não são os factos, mas as opiniões acerca dos factos, que confundem as pessoas-" que outros conselhos a ter presente no tratamento com os órgãos de comunicação social, são:
- dizer sempre a verdade
- falar apenas de acontecimentos confirmados
- ser conciso
- mostrar interesse e preocupação pelo trabalho que desenvolvem
- difundir o positivo
- permanecer calmo
- demonstrar autodomínio
- actualizar a informação que se fornece
- não especular
- não exagerar nem subestimar
- não perder a calma face a perguntas hostis
- não revelar informação confidencial
- não procurar culpados
- ter ideias claras sobre o que vai ser dito: conhecê-lo, dominá-lo e resumi-lo
- falar com simplicidade e usar frases curtas
- controlar o tempo com segurança e firmeza
- ilustrar mensagens com exemplos e dados
- evitar discutir com um jornalista. Nesta batalha, temos mais probabilidades de sair derrotados do que vitoriosos.
- não relaxar face a um suposto controlo da situação
- face aos meios de comunicação social, ser sempre cortês e respeitador
- não querer comunicar mais de três mensagens de cada vez. É melhor repeti-las tantas vezes quanto as necessárias.
Alguns dos conselhos indicados para o tratamento com os meios de comunicação social são óbvios, mas poderá ser interessante tê-los explicado e recordá-los face à necessidade de gerir uma crise.
by paulo gomes - blogger in mktvendas.blogspot.comin gestão de crise
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