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O admirável mundo novo da gestão de pessoas


O admirável mundo novo da gestão de pessoas


É surpreendente o cenário delineado pela Price waterhouse Coopers (PwC) no estudo “A Gestão de Pessoas no Futuro”, que mostra como as relações de trabalho deverá se assentar até 2020. Baseado em pouco mais de 2,7 mil entrevistas realizadas nos Estados Unidos, na China e no Reino Unido, o levantamento revela quais são as expectativas dos profissionais da chamada “Geração Y” – formada por aqueles que estrearam no mercado de trabalho no início desta década.


O estudo não se detém sobre uma única tendência. Em vez disso, identifica quais serão as principais forças que afectarão a dinâmica do trabalho nos próximos 12 anos. Uma dessas forças, por exemplo, é a do individualismo – que se confrontará com a necessidade de um pensamento colectivista nas organizações; outra é a da fragmentação – que se chocará com a tendência de consolidação de grandes conglomerados empresariais. Num exercício prospectivo, a PwC extrapolou essas forças e chegou a três ambientes distintos de negócios.


Mundo Azul

Será o mundo do trabalho típico das grandes corporações. Os profissionais que estiverem inseridos neste ambiente gozarão de um estilo de vida diferenciado – já que essas organizações farão de tudo para os reter. “Isso levará a uma situação nova: os empregados das megacorporações terão à disposição tudo de que necessitam para o seu bem estar, ao contrário do que ocorrerá com empresas menores, de âmbito local”, explica João Lins. As carreiras serão longas e planeadas. Já os gestores serão cada vez mais pressionados a justificar seus investimentos na área de RH, mostrando claramente o retorno obtido com a adopção de diferentes ferramentas de qualificação, remuneração, etc. As empresas mais avançadas deverão adoptar o cargo de Chief People Officer, ou CPO, que terá a responsabilidade de tomar decisões altamente estratégicas relativas à gestão de pessoas.

Mundo Laranja

Será o mundo do trabalho dentro de empresas de pequeno e médio porte. Aqui, o ambiente será bem diferente daquele retratado pela PwC no “Mundo Azul”. As pequenas empresas deverão ser ágeis e extremamente competitivas para enfrentar as grandes. Isso só será possível por meio de uma política de gestão de pessoas baseada na terceirização. Os gestores de RH terão de encontrar meios de atrair talentos para vagas temporárias, existentes somente durante a execução de determinados projectos. Por isso, a tendência é de que as empresas do “Mundo Laranja” sejam dependentes das associações de profissionais e das redes de relacionamento especializadas. “Serão redes formadas por fornecedores confiáveis, que poderão ser accionadas a qualquer momento, com custos reduzidos”, explica Lins, da PwC.

Mundo Verde

Será o mundo resultante das actuais pressões por sustentabilidade e responsabilidade social. As empresas buscarão abordagens mais holísticas para as suas políticas de gestão de pessoas. Na guerra pelo talento, elas deverão lançar mão de novas armas, tais como a possibilidade de os funcionários equilibrarem vida pessoal e trabalho ou a oportunidade para planearem as suas carreiras com foco em “recompensa total” – isto é, baseada em objectivos não quantificáveis, como qualificação, saúde, qualidade de vida, etc. “Esse contexto remete a uma forte tendência de os gestores de RH centralizarem o desenvolvimento das políticas e as principais decisões das organizações na área de sustentabilidade e responsabilidade social”, afirma João Lins.



fonte: administradores.com.br

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