segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Crise nas empresas - Regras de contacto com os órgãos de comunicação social

O principal objectivo da comunicação é garantir que a posição da empresa é devidamente esclarecida junto da opinião pública, e que a sua imagem é minimamente afectada.

Uma entrevista num jornal, numa rádio, numa televisão ou num blog é um cheque em branco que é dado. Cabe, saber preenchê-lo devidamente em benefício próprio, ou seja, ser capaz de aproveitar a oportunidade para esclarecer a opinião pública acerca da sua posição.

Como objectivo igualmente importante da comunicação encontra-se a necessidade de "estagnar" a especulação, fornecendo toda a informação disponível, mesmo as noticias de carácter negativo (quanto antes melhor), dando prova da sua boa-fé e de que não pretende esconder nada.

Face a uma crise, deve converter o negativo em positivo, a ignorância em conhecimento, o prejuízo em aceitação e a hostilidade em simpatia...

Quando se trata da relação com os meios de comunicação social, estas conversações devem ser realizadas de acordo com as rotinas de comunicação, à luz de uma premissa-base jornalística: para um jornalista, em primeiro plano está a noticia e só depois a informação. Por isso, muitas vezes, uma boa notícia para um jornalista é possivelmente uma má notícia para a empresa.

Face a este panorama que poderia parecer desencorajador, tem uma única arma com que combater: conhecer o quê, quem, porquê, quando, onde e como. Ou seja, conhecer as necessidades dos órgãos de comunicação social e se preparar para trabalhar com eles. Assim, pode perceber que os acontecimentos ocorrem e que as notícias são criadas. Estas são baseadas normalmente nos acontecimentos, mas, muitas vezes, não reflectem com fidelidade o que acontece.

O bom conhecimento dos meios de comunicação social coloca-o face a uma premissa básica: estes são empresas que, tal como outras, que se dedicam a outras actividades, têm por objectivo o lucro. Por isso, a sua conjuntura situa-se entre as seguintes realidades:

 - Informam para entreter
 - Servem um público e tentam fidelizá-lo
 - Concorrem pela audiência para captar publicidade
 - Ganham dinheiro (ou pelo menos tentam)
 - Utilizam o poder que todos lhes concedemos

A preparação e a reflexão são as melhores armas, face às dificuldades de relação com os órgãos de comunicação social e tornam-se mais difíceis em momentos em que a reputação da empresa está em jogo.

Perguntar: Que querem eles? porquê? e porquê agora e aqui? é uma boa forma de começar a abordar a situação de crise.

Ou seja é claro desde "epicteto (c. 50d.c - c. 138d.c) - Não são os factos, mas as opiniões acerca dos factos, que confundem as pessoas-" que outros conselhos a ter presente no tratamento com os órgãos de comunicação social, são:

 - dizer sempre a verdade
 - falar apenas de acontecimentos confirmados
 - ser conciso
 - mostrar interesse e preocupação pelo trabalho que desenvolvem
 - difundir o positivo
 - permanecer calmo
 - demonstrar autodomínio
 - actualizar a informação que se fornece
 - não especular
 - não exagerar nem subestimar
 - não perder a calma face a perguntas hostis
 - não revelar informação confidencial
 - não procurar culpados
 - ter ideias claras sobre o que vai ser dito: conhecê-lo, dominá-lo e resumi-lo
 - falar com simplicidade e usar frases curtas
 - controlar o tempo com segurança e firmeza
 - ilustrar mensagens com exemplos e dados
 - evitar discutir com um jornalista. Nesta batalha, temos mais probabilidades de sair derrotados do que vitoriosos.
 - não relaxar face a um suposto controlo da situação
 - face aos meios de comunicação social, ser sempre cortês e respeitador
 - não querer comunicar mais de três mensagens de cada vez. É melhor repeti-las tantas vezes quanto as necessárias.

Alguns dos conselhos indicados para o tratamento com os meios de comunicação social são óbvios, mas poderá ser interessante tê-los explicado e recordá-los face à necessidade de gerir uma crise.
by paulo gomes - blogger in mktvendas.blogspot.com
in gestão de crise

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