sexta-feira, 12 de julho de 2013

Tem medo da pesquisa no Facebook?

No dia em que o Facebook começou a testar a “pesquisa no gráfico social”, um site reuniu uma dúzia de exemplos embaraçosos do que é possível encontrar com perguntas inusitadas. “Mães de judeus que gostam de bacon” e “Empregados actuais da Tesco que gostam de cavalos” dão resultados originais e inofensivos. 

“Pessoas casadas que gostam de prostitutas” já não tanto. Além da opção de pedir amizade aos perfis devolvidos na pesquisa, aparece a possibilidade de alargar a pesquisa – para páginas de que essas pessoas gostam, fotos dessas pessoas e os respectivos maridos ou mulheres. Os tais que são traídos. 
 
Por mais útil que esta ferramenta pareça para apanhar namorados em flagrante delito, as preocupações que surgiram na altura foram legítimas: esperem, uma ferramenta de pesquisa que consegue filtrar de tal forma os meus gostos e a minha actividade na rede social que até percebe se sou infiel? Um pouco assustador. 
 
O Facebook passou os últimos meses a afinar o algoritmo e a aprender com as pesquisas dos primeiros utilizadores da versão beta, e ontem anunciou a sua disponibilização a todos os utilizadores em inglês. 

Mark Zuckerberg sabe que não pode assustar os utilizadores, sob pena de estes trancarem cada vez mais os seus perfis ou simplesmente optarem por não partilhar tantos pormenores do seu quotidiano (o que talvez seja boa ideia para algumas pessoas, com ou sem pesquisa no gráfico social). 


in:http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Artigo/CIECO199602.html

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