quarta-feira, 26 de maio de 2010

Marketers portugueses com dúvidas

Marketers portugueses com dúvidas sobre a legislação do email marketing


Um inquérito sobre Email Marketing elaborado pela Markedu com a E-Goi e ACEPI, revelou que os Marketers portugueses estão na cauda da Europa relativamente ao entendimento da actual legislação sobre marketing de permissão. Segundo conclui o relatório, mais de 20% dos inquiridos, não têm confiança da legalidade que as suas práticas de email marketing assumem, em comparação com um indicador de 6,9% para o resto da UE.

Tal com o explicam os autores do estudo, na União Europeia os marketers só podem enviar qualquer comunicação por email ou telemóvel para os seus consumidores finais, mediante a recepção de um termo de consentimento. Um recente inquérito efectuado pela Markedu indica que um quinto dos marketers portugueses não efectuam comunicações de email marketing de acordo com a actual legislação. Michael Leander, especialista em email marketing de permissão e presidente da FIMAC (FEDMA’s Interactive Marketing Council), afirma-se “surpreso com valores tão altos, mas este é um problema comum em países onde os marketers estão acostumados a recolher e utilizar aleatoriamente contactos de email sem autorização”.

“Sabemos por experiência que é necessário que as agências governamentais colaborem com a indústria e as associações de marketing directo, de comércio electrónico, de venda à distância e de telemarketing a fim de divulgar a legislação Portuguesa e aumentar o conhecimento sobre este tema”, acrescenta o especialista que irá apresentar a Masterclass de Email Marketing a 1 de Julho em Lisboa.

Os marketers portugueses poderão estar a perder uma grande oportunidade O inquérito de email marketing também revelou que Portugal está na cauda da Europa em relação à utilização do email marketing. Michael Leander afirma que “vários estudos revelaram que o email marketing é a ferramenta mais produtiva de marketing. Os indicadores DMA dos EUA revelam um ROMI (Return on Marketing Investment) de 40 dólares por cada dólar investido. Por isso é surpreendente que o estudo revele que apenas 55% dos marketers em Portugal consideram o email marketing “muito” ou “algo” importante em comparação com uma taxa de 88% no resto da Europa”, sublinha.

É necessário maior formação no campo do email marketing em Portugal De acordo com o mesmo estudo, existe em Portugal a necessidade de formar mais e melhores profissionais para utilizar o email marketing de uma forma eficaz e responsável. Sobre este assunto Michael Leander reforça que “a frequência é realmente muito importante para os email marketers, mas é ainda mais importante para os consumidores que se inscrevem para comunicações de email. O inquérito revela que mais de 50% dos email marketers não indicam a frequência de envios no formulário de subscrição (opt-in) dos seus websites”.

Masterclass a 1 de JulhoO objectivo é “ensinar os marketers a integrar de forma eficiente o email marketing no seu marketing mix”, explica a organização, adiantando que o seminário incluirá uma apresentação actualizada sobre a legislação em vigor em Portugal.

Fonte: Markedu/Briefing

terça-feira, 25 de maio de 2010

Dançar por uma Coca-Cola


O Centro Comercial Colombo e o Norte Shopping têm agora uma máquina de bebidas muito especial. Em vez de moedas, a vending machine da Coca-Cola pede aos curiosos que dancem ao som da música Wavin’ Flag – Coca-Cola Celebration Mix’ de Knaan, em troca de uma Coca-cola.

Quem dançar esta música oficial da Coca-Cola para o Mundial FIFA 2010 ganha uma lata com decoração especial alusiva a este evento desportivo. As celebrações serão gravadas e posteriormente colocadas no Youtube para votação em todo o mundo. As mais originais e espontâneas ganham viagens ao Mundial de Futebol 2010 na África do Sul.

Esta iniciativa está integrada na campanha da marca para o Mundial FIFA 2010, que já está na televisão com um anúncio protagonizado pelo antigo jogador dos Camarões Roger Milla que, inspirado pelo optimismo da Coca-Cola, comemorava os golos de uma forma muito original: dançando. O convite à Celebração, base de toda a campanha da Coca-Cola, traduz-se no lema 'Solta a Celebração' e é levado às ruas com diversas activações com o objectivo de convidar todos a celebrar.
 
As vending machines irão estar no Centro Colombo e no Norte Shopping durante todo o fim-de-semana. 


Ver video

Fonte: Briefing

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Como gerir uma empresa num tempo de crise

Um estudo realizado por especialistas da Harvard Business School e da Kellogg School of Management ao universo de empresas cotadas nas bolsas americanas revelou quatro estilos de gestão típicos durante os períodos de crise. Saiba qual é o modelo ganhador.

É um número arrasador. Apenas 9% das empresas saem da recessão mais fortes do que antes em termos de indicadores financeiros e com um nível de vendas e de lucros pelo menos 10% mais elevado em relação à concorrência no seu sector.

Três investigadores da Harvard Business School, em Boston, e da Kellogg Graduate School of Management, da Universidade de Northwestern, no Illinois, resolveram "descobrir" qual o estilo de gestão dessa elite de ganhadores, que baptizaram de "progressivo".

Franz Wohlgezogen, da Kellogg, e Nitin Nhoria e Ranjay Gulati, de Harvard, analisaram, desde final de 2008, seis indicadores de gestão (número de empregados; custos de produção; gastos em investigação & desenvolvimento (I&D); vendas; gastos gerais e administrativos; e formação bruta de capital fixo) em 4700 empresas cotadas nas bolsas americanas, existentes na base de dados da Standard & Poor's.

Entre essas empresas contavam-se firmas de origem americana e outras de fora. O objectivo foi encontrar os traços do comportamento de gestão durante as três recessões anteriores nos Estados Unidos (em 1980-1982, 1990-1991 e 2000-2002), comparando os dados nos três meses antes, durante a recessão e nos três meses seguintes.

Repetição de padrões
Os números revelaram quatro "modelos" de gestão (ver destaque). Franz Wohlgezogen admite, em entrevista ao Expresso, que "o estudo possa estar enviesado para o contexto americano", mas refere-nos que se trata, na maioria dos casos, de multinacionais ou de empresas com projecção global. Apesar da análise empírica se cingir às três recessões anteriores, e de "esta em curso ser bem mais severa" e ainda ser cedo para uma observação semelhante, Franz sublinha que procederam à comparação com casos específicos - como, por exemplo, a Cisco, a Sony, a HP, a Caterpillar e a Target - e verificaram a "repetição" dos mesmos quatro padrões de comportamento.

O estilo mais conhecido é o baseado no corte de custos, que, nos anos 80 e 90 do século passado ficou conhecido pela expressão inglesa downsizing, que liquidaria inclusive as boas intenções do movimento de reengenharia dos processos e das estruturas organizativas. É esse "o suspeito do costume", refere o investigador.

Mas, também, se encontra o pólo oposto, assente em algum aventureirismo no investimento e num optimismo balofo alimentado internamente. Franz refere que ambos os "modelos" revelam uma probabilidade entre 21% e 26% de projectarem as empresas que praticam tais estilos para posições de liderança face aos rivais.

Emergência do pragmatismo
Na realidade, diz o nosso interlocutor, assistimos à emergência de um estilo pragmático nos últimos vinte e cinco anos, um "modelo" de gestão que pretende equilibrar movimentos ofensivos (como os usados pelos expansionistas) e defensivos (como os utilizados pelos preventivos) no quadro da situação concreta. "Descobrimos neste estudo que a percentagem de firmas usando estratégias pragmáticas para enfrentar a crise, veio crescendo entre 1980 e os primeiros anos de 2000, até chegar aos 40% da nossa amostra, quer se trate de empresas de origem americana ou outra", sublinha.

No entanto, o pragmatismo tem limites de eficácia e de eficiência: "Essas firmas comportam-se melhor do que as outras, que se focalizam num só aspecto, ou na defensiva ou na ofensiva, mas não dramaticamente melhor", diz Franz Wohlgezogen. E prossegue: "Nem todas as tácticas funcionarão de modo igual, com a mesma influência no desempenho pós-crise. Também cremos que as firmas que combinem maior número de tácticas terão, certamente, desempenhos futuros distintos do que as que usem poucas. Por isso, fomos investigar mais em profundidade e olhar para combinações específicas de tácticas ofensivas e defensivas. Resulta, por isso, uma matriz de combinações que apresentámos no nosso artigo na revista Harvard Business Review ["Roaring out of Recession", HBR, nº88, vol.3, Março 2010, pág.67]".

Essa investigação no âmago do "pragmatismo" revelou à equipa de Harvard e da Kellogg que "a diferenciação das distintas estratégias pragmáticas mostra que os gestores, em períodos de recessão, têm de ser prudentes na forma como combinam a ofensiva e a defensiva. Ao contrário do pensamento convencional, não é verdade que qualquer combinação tenha sucesso garantido. Há uma que se revelou como melhor", sublinha-nos Franz.

A estratégia ganhadora: o estilo "progressivo"
"Do ponto de vista estratégico, verificámos que o estilo que designamos por 'progressivo' é o mais vantajoso. Revela a mais alta probabilidade de êxito, com 37%", refere-nos, adiantando que a sua vantagem sobre o pragmatismo advém de conseguir "uma espécie de optimização das combinações de táctica ofensiva e defensiva, de trabalhar uma combinação específica, prudente, cirúrgica". O modelo "progressivo" está, assim, uns furos acima do pragmatismo.

"As firmas progressivas são uma forma particular de empresas pragmáticas, onde há uma combinação judiciosa de movimentos defensivos, como a focalização na eficiência operacional (e não na redução de empregados), com movimentos ofensivos, como investimentos cirúrgicos em mercados e activos, em marketing e I&D, com o cultivo de uma moral interna elevada e da total aproximação ao cliente", conclui o nosso entrevistado.

Quatro modelos de gestão
 
Preventivo e defensivo - focalizado no corte de custos e investimentos, o padrão tradicional em período de recessão e de pessimismo
Expansionista e ofensivo - centrado na exploração de "pechinchas" a todo o custo, sem controlo do endividamento e da avaliação dos ganhos a longo prazo dos movimentos "ofensivos" realizados, alimenta um clima interno de optimismo balofo
Pragmático - procura combinar, de um modo ad hoc, movimentos defensivos e ofensivos, de acordo com a situação concreta
Progressivo - procura optimizar a combinação que os pragmáticos praticam, mas de acordo com uma visão estratégica e apostando em três alavancas: eficiência operacional, alimentar uma moral interna elevada, criação de valor para o cliente

Fonte: Expresso

Entrevista - Marketing de Vinhos

Apresentação
O blog Marketing de Vinhos aborda a generalidade dos temas relacionados com o Marketing e Comunicação do sector dos vinhos, de forma descontraída, com apontamentos e ensaios sobre teorias e práticas que se verificam, quer no mercado nacional, quer no mercado internacional.


Mktvendas – Como nasceu este projecto?
R. Este projecto nasceu da minha vontade individual em aprofundar os conhecimentos que de algum modo já tenho nesta área, e ao mesmo tempo serve para ir actualizando esses mesmo conhecimentos. Como o sector do vinho é hoje muito dinâmico, senti necessidade de criar algo que fosse catalogando a evolução do mercado, no que toca ao Marketing de Vinhos.


Mktvendas – Os resultados obtidos foram os esperados?
R. Os meus resultados são medidos pelo número de pessoas que acompanham o blog, e que interagem, quer de forma directa, quer via email. Nesse aspecto os resultados tem sido surpreendentes. Não esperava que uma “brincadeira” se tornasse num caso “sério”. O que já fiz obriga-me a continuar, de forma cada vez mais responsável.


Mktvendas – Como vê o mercado dos vinhos actualmente?
R. O mercado de vinhos, nas suas inúmeras variantes encontra-se em polvorosa. Quando digo isto, digo de forma positiva. O mercado nacional encontra-se saturado de marcas, sendo uma necessidade premente encontrar novas formas de comunicação das marcas, para ganhar espaço de afirmação e vendas. É muito difícil que os consumidores se mantenham fiéis a uma marca de vinhos, por isso há que inovar e ser criativo para se atingir os objectivos comerciais. Em termos de vendas as opções passam pela exportação para novos mercados, principalmente os emergentes.


Mktvendas – O marketing dos vinhos portugueses está a ser bem trabalhado ou ainda existe muito trabalho por fazer?
R. Começa a ser bem trabalhado, mas ainda há muito para fazer (e haverá sempre). Para se ter uma noção a formação académica em termos desta área era praticamente inexistente em Portugal. Felizmente já existe uma Pós-Graduação nesta área na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, que vai na 2º edição (frequentei e conclui a 1ª). Mas talvez mais ou tão importante quanto a oferta de formação, é o facto de só agora se verificar uma aceitação e uma sensibilização dos produtores para a necessidade de trabalharem a imagem e restantes elementos de comunicação e marketing. A isso foram obrigados pelo mercado e neste momento já é dificil encontrar alguém no sector dos vinhos que o negue. Já há casos em que se nota o peso do Marketing de Vinhos, enquanto conceito e filosofia de construção e comunicação de marcas. Basta olhar para os lineares de garrafeiras ou supermercados e percebe-se uma mudança drástica para melhor, bem com ao nível da publicidade na imprensa e TV, ou na internet. A diferença para alguns anos atrás é bem visível, felizmente. Hoje vemos que todos (ou quase todos) os produtores conhecem a necessidade de por exemplo estarem presentes na internet, através de um website, e isso é sintomático. Em relação á comunicação em redes sociais, a mudança está-se a dar, devagar, mas de qualquer forma já se vê uma evolução.


Mktvendas – Cada vez existem mais estabelecimentos onde se pode beber vinho a copo, será este um dos factores que levam a estar a surgir uma vaga de novos consumidores?
R. Não sei se é só isso ou também o contrário. De facto temos vindo a assistir cada vez mais a uma adesão por parte dos restaurantes ao sistema “vinho a copo”, e isso é gratificante para quem aprecia vinhos. É uma forma de prestar um serviço de qualidade ao consumidor, de o respeitar. Não faz sentido que uma pessoa que vá a um restaurante se veja obrigada a solicitar uma garrafa inteira, quando muitas vezes não está acompanhada, ou apenas quer provar determinado vinho. O vinho a copo tem a vantagem de permitir a prova de vários vinhos, durante a refeição, facilitando igualmente a combinação com os diversos pratos. Por isso na minha opinião estão ser também os novos consumidores que estão a exigir mais dos restaurantes. O vinho a copo, numa visão mais radical, deveria até ser obrigatório. Nessa impossibilidade, devemos fomentar este tipo de consumo.


Mktvendas – O que falta ao mercado português, melhor conhecimento dos produtos ou mais e melhor promoção?
R. No fundo uma coisa vai dar a outra. Agora o que eu acho, do que vou observando, é um facto de que se está agora a apostar em estratégias mais bem fundamentadas e planeadas, do que há bem pouco tempo. Esta nova estatégia governamental, sob o desígnio “Wines of Portugal” é um projecto que visa a promoção dos vinhos portugueses em mercados externos. Neste projecto de apoio á promoção todos os vinhos serão promovidos através da insígnia “Wines of Portugal”, com uma comunicação que assenta nos nossos pontos fortes, que são a diversidade das nossas castas e vinhos, o conhecimento e a cultura do nosso país. É sem dúvida o caminho certo, depois de termos andado erradamente a insistir em imitar os outros países, em vão.


Mktvendas – O que podemos esperar do marketingdevinhos.com para o futuro?
R. O que se pode esperar é a continuação da “fome” de saber e conhecimento, que são no fundo os pilares da minha motivação em escrever e divulgar o que de melhor se faz ao nível da temática Marketing de Vinhos. O objectivo é continuar atento ao que se passa no sector e esperar que as pessoas gostem das assuntos que vou colocando no blog. Para já é só isso.


Mktvendas – Como se pode ir acompanhando o marketingdevinhos.com?
R. Directamente no blog, através do Facebook e do Twitter. Através de uma ferramenta que gosto muito, o Google Reader, que mais não é do que um leitor de feed´s, se assim se pode dizer.


Mktvendas – Muito obrigado e votos de sucessos…
Gostaria de agradecer desde já a entrevista, esperando que a mesma seja útil para os seus leitores, e colocando-me à disposição para colaborar sempre que necessário. Desejo igualmente muitos sucessos para o blog Mktvendas que irei acompanhar atentamente e com muito interesse.


Para visitar este excelente e inovador blog, visite: marketingvinhos.com

terça-feira, 11 de maio de 2010

Não vendemos o desempenho, vendemos o sucesso - Parte I

Estratégias de futebol, aplicadas às empresas.


Porque é que você consta como lider da folha de pagamentos de uma empresa? Porque está a vender algo à empresa. O que vende? Isto no fundo parece claro, mas torna-se mais complicado quando olhamos para aquilo que não vende à empresa. Por exemplo, o tempo de trabalho. Embora a venda de horas de trabalho ainda predomine nas indústrias antigas, um conceito de trabalho meramente quantitativo deve ser posto de parte.


Muitas vezes esquecemo-nos disso quando de manhã vamos a caminho do trabalho como se fossemos robots; estamos empregados e temos um "contrato de trabalho fixo" - o que nos dias de hoje significa sempre "estável".


Você não vende motivação. Com motivação apenas, nada se ganha. E com boas intenções? Ou esforços? Claro, trata-se da excitação nas bancadas quando um jogador remata à baliza. Mas as intenções não nos levam mais longe, por melhores que sejam:
Essas famosas estatisticas de remate á baliza são uma locura. Existem equipas que remataram  20 ou 25 vezes à baliza e isto é interpretado como uma mais valia. Porém, provavelmente 18 desses remates foram a pior das opções. Que outros jogadores estariam livres, que teria sido preferível continuar a passar a bola, isso é ignorado.


Portanto, também muitas tentativas (visitas a clientes) não contam, por mais que possam ser contabilizadas.


Será que você vende o desempenho? Agora torna-se complicado...


Não perca a continuação... Parte II

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Oiça mais do que fala, para bem das suas vendas

Oiça mais do que fala, para bem das suas vendas.
3 Simples objectivos para ser um bom conversador:
O primeiro é pelo prazer de se poder exprimir e interagir com outras pessoas.

O segundo é para se conhecer melhor a pessoa que temos à nossa frente. Nas vendas é necessário uma exposição mais prolongada ao potencial cliente de forma a conseguirmos entender, o que pensa, sente ou reage.

O terceiro é o de construir credibilidade entre as duas partes envolvidas no processo da venda.

Este é um dos factores mais importantes que temos de reter para nos tornarmos melhores vendedores. Se no âmbito das relações pessoais, isto é importante, no processo da venda é fundamental para uma relação comercial que sirva os interesses de ambas as partes. Muitas pessoas pensam que a arte de conversar se pode resumir a falar de uma forma interessante e apaixonada, de forma a sermos reconhecidos, seja pela nossa habilidade de contar histórias ou o nosso conhecimento de vários assuntos, etc.

Para quem nem sabe o nosso cérebro, processa quinhentas a seiscentas palavras por minuto, enquanto que a falar, cerca de cento e cinquenta por minuto é o nosso máximo. A juntar a este factor, todos nos (na maioria) nascemos com duas “orelhas” e uma “boca”. Ora, o que quer dizer que no mínimo, temos de ouvir o dobro do que aquilo que falamos.



Ao escutarmos activamente, estamos a reforçar a nossa relação e o cliente sente a importância que lhe damos. A nossa capacidade de colocar questões e ouvir cuidadosamente as respostas do receptor é extremamente importante num processo negocial. Inconscientemente o potencial cliente irá ficar agradado, efeito psicológico muito forte.


Se quer ser um bom conversador, nunca deve tentar tomar conta da conversa. Os melhores conversadores, são na maioria pessoas calmas, bem-dispostas e muito interessadas na pessoa com quem estão a conversar. São pessoas que se contentam em ouvir e a contribuir para a conversa sem a monopolizar e sem quebrar a corrente de conversação.
Ouvir é de facto a uma das habilidades mais importantes da e na vendas.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Como Vencer a Concorrência

Como Vencer a Concorrência


1. Cuide do visual.
O jogo começa na aparência que conduz à sedução. É o marketing de percepção. Você precisa captar a atenção do cliente para que ele escolha, entre as inúmeras alternativas, o seu ponto. Isso envolve o aspecto exterior da sua empresa, o logotipo e até mesmo o nome do estabelecimento. A farda dos colaboradores, a pintura das paredes, a limpeza do piso, o índice de luminosidade, a organização dos produtos expostos e a facilidade de acesso a eles. Perceba que as mesmas regras aplicam-se a uma loja virtual. Neste caso, falamos de um site de fácil navegação, com diagramas e cores agradáveis, ágil na transição de páginas, amigável na busca por produtos.


2. Treine os seus colaboradores.
Considerando-se que os produtos são similares e, portanto, facilmente comparáveis, o único canal possível de diferenciação é o da prestação de serviços. A palavra de ordem agora é “atendimento”. Não apenas um atendimento bom, mas sim um excepcional, prestado por uma força de vendas que antes de tudo conhece em profundidade o que está ofertando. É a chamada “venda consultiva” que compreende necessidades, orienta sobre tipos e modelos, instrui com foco na adequação e assiste através do pós-venda promovendo a fidelização.


3. Tenha o produto disponível.
Parece óbvio, mas esta é uma das grandes falhas de gerência no ponto de venda. Imagine ter atraído o consumidor para sua loja e tê-lo presenteado com um atendimento exemplar. Após analisar todas as possibilidades ele escolhe um produto que está esgotado. Era o modelo perfeito de calçado, mas não na cor desejada. Era o prato ideal para o almoço, mas sem o molho preferido. Você terá o desprazer de ver seu cliente, igualmente frustrado, sair pela porta afora de mãos vazias – mas agora seguro do que pretende comprar, evidentemente em seu concorrente. Portanto, mantenha um stock de segurança. E se você não dispõe de espaço ou capital para tê-lo, é preferível reduzir a gama de produtos oferecidos ou especializar-se em um grupo específico. Se você não é o primeiro e nem o maior, seja o melhor no que se propõe a fazer.


4. Crie diferenciais.
Além do excelente atendimento, seja criativo nos detalhes e tenha a inovação como lema. Promova campanhas e concursos, crie bónus por fidelidade, escute e surpreenda seus clientes com novas soluções integradas. Propicie condições variadas de pagamento estabelecendo, por exemplo, parceria com instituições financeiras. Vivemos uma onda de crédito abundante e facilitado, ainda que caro, mas que permite adquirir bens para pagamento em longo prazo mediante suaves prestações mensais. Você não precisa assumir o ónus dos riscos do financiamento. Não é este o seu negócio. Mas uma financeira fará este papel com todo prazer.


5. Diga não à guerra de preços.
Venda benefícios associados aos produtos, desviando o foco do preço. A regra é vender valor e não preço. Por isso a importância do atendimento, inclusive no pós-venda, além da oferta de acessórios, de assistência técnica permanente e de condições diferenciadas de pagamento, conforme já mencionado.


6. Em guerra declarada, lute para ganhar.
Jamais se esqueça de que você está em guerra permanente com seus concorrentes. Esteja, pois, preparado. Conheça bem, e de perto, seus concorrentes. Visite-os ou coloque alguém a visitá-los. Telefone para monitorar a qualidade do atendimento. Pesquise preços. Descubra seus pontos fortes e os copie. Descubra seus pontos fracos e guarde as cartas na manga. Contrate os seus melhores funcionários. E, fundamentalmente, inove. Torne-se único a ponto de tornar a concorrência irrelevante. Mas lembre-se: eles podem estar fazendo exactamente o mesmo em relação a você.



escrito por: tom coelho

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Princípio de Pareto ou Princípio 80/20 - O que é?


O Princípio de Pareto (também conhecido por princípio 80/20) foi criado no Séc. XIX por um economista italiano chamado Alfredo Pareto que, ao analisar a sociedade concluiu que grande parte da riqueza se encontrava nas mãos de um número demasiado reduzido de pessoas. Depois de Itália, investigou sobre vários países e o resultado foi o mesmo. Após concluir que este princípio estava válido em muitas áreas da vida quotidiana, estabeleceu o designado método de análise de Pareto, também conhecido como princípio 80/20.  
Na economia
A observação inicial foi em relação à renda e riqueza. Pareto observou que 80% da riqueza de Itália era detida por 20% da população. Em seguida, realizou pesquisas sobre vários outros países e para sua surpresa, encontrou uma distribuição similar aplicada.
 
Em software
Em programação e teoria de controle de engenharia, tais como para conversores de energia eletromecânico, o princípio de Pareto pode ser aplicado a optimização de esforços. Por exemplo, esta regra está implementada no Mozilla Firefox.

A Microsoft também observou que, através da fixação de 20% nos bugs reportados, a maioria dos 80% dos erros e falhas eram eliminados. 

Depois existem um sem número de outras aplicações onde pode ser utilizado, bem como estudos que dão força a este principio, como exemplo:

Em biologia do desenvolvimento humano o princípio reflecte-se no período de gestação em que o período embrionário representa 20% do total, com o desenvolvimento fetal levando o resto da época.

Nos cuidados de saúde nos Estados Unidos, verificou-se que 20% dos pacientes utilizam 80% dos recursos em saúde.

Vários estudos de criminologia descobriram que 80% dos crimes são cometidos por 20% dos criminosos.

Nota:
O Princípio de Pareto também tem sido usado para atribuir o aumento da desigualdade econômica no E.U.A. a "habilidade com viés da mudança técnica" - ou seja, o crescimento da renda reverte para aqueles com a educação e as competências necessárias para tirar proveito das novas tecnologias e globalização.

No entanto, o vencedor de um Prêmio Nobel de Economia - Paul Krugman - no New York Times " julgou este "80-20" falácia como sendo já "não porque é verdade, mas porque isso é reconfortante. Ele afirma que os benefícios do crescimento econômico dos últimos 30 anos têm sido amplamente concentrados no top 1%, ao invés de 20% superior

fontes utilizadas: wikipedia; new york times, top forbes, manual da economia política

O futuro do marketing está na geolocalização?

“Acreditamos que o Foursquare e os Smartphones são uma oportunidade para revolucionar os programas de fidelização das marcas”afirma Bonin Bough, responsável de marketing da PepsiCo para a área dos novos média. A marca é uma das várias que irá apostar no Foursquare com o objectivo de poder utilizar os dados relativos a localização e horários para desenvolver acções de marketing e publicidade em locais específicos.

Apesar de ainda só ter cerca de um milhão de utilizadores, a rede social de geo-localização promete crescer à mediada que os smarthphones se tornam cada vez mais comuns.

A PepsiCo associa-se ao Foursquare com o objectivo de poder utilizar os dados relativos a localização e horários para desenvolver acções de marketing e publicidade em locais específicos. Apesar de ainda só ter cerca de um milhão de utilizadores, a rede social de geo-localização promete crescer à mediada que os smarthphones se tornam cada vez mais comuns.

Quais as possibilidades?

Para as marcas, saber onde nos encontramos, a que horas saímos do trabalho, a que café vamos, é poder monitorizar e mapear o mercado em tempo real. A Starbucks, a Macy´s e a Pepsi são algumas das marcas atentas aos movimentos diários dos seus consumidores através do Foursquare. Estas lançam cada vez mais aplicações com descontos e oportunidades, elevando o grau de proximidade ao cliente.

Em Março o Fousquare lançou uma ferramenta que permite às marcas saber “quem faz check-in” nas suas lojas - calculando o número de homens e mulheres, o número total de visitantes, os dias e as horas com maior afluência. Segundo os especialistas, este tipo de ferramentas permitem às marcas tomar decisões de marketing “mais adequadas”. Juntamente com o “Plano Foursquare”, a PepsiCo irá também lançar uma aplicação para o Iphone, denominada Pepsi Loot. Através desta aplicação, a PepsiCo desenvolveu um “check-in” para os “Pepsi-serving restaurants”, através dos quais os clientes poderão juntar pontos para fazer downloads de música gratuitos. O projecto de marketing da Pepsi será lançado em Junho e pretende reforçar não apenas o conceito de fidelização mas também o de “recompensa aos clientes”, segundo comenta Bonin Bough, responsável de marketing da marca para a área dos novos média.

O “raiar” de um novo modelo de negócio

O exemplo da Pepsi é um dos vários que estão a servir de base à Foursquare, naquele que poderá ser em breve o modelo de negócio da empresa. Segundo publica o Advertising Age, a empresa tenciona passar a cobrar pelos seus serviços, direccionados a três sectores de negócio: a privados (lojas, restaurantes); cadeias de retalho; e a grandes anunciantes multinacionais (como é o caso da Pepsi).

De acordo com o mesmo artigo, para as grandes marcas, a Foursquare está já a desenvolver um sistema analítico que irá permitir saber exactamente quantos consumidores estão a visitar as lojas por influência da plataforma. A partir daí, o negócio da empresa poderá basear-se nessa informação e as receitas poderão provir do número de pessoas contabilizadas, à semelhança do que acontece com o número de cliques, nos anúncios online.

Por agora, a utilização dos serviços da Foursquare continua a ser gratuita, já que a empresa quer primeiro dar provas das suas potencialidades e educar os marketers a utilizar o serviço de forma eficiente, segundo avança o artigo da AdAge.


Fonte: New York Times / AdAge

Presidência do Governo contrata evento de RP de 67 mil euros

Segundo o portal dos contratos públicos, a secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros celebrou um contrato de 66 990 euros com a First Five Consulting para a realização de um evento.

A prestação de serviços da consultora de João Tocha inclui “criação, organização e gestão” do evento, embora a publicação do contrato seja omissa quanto à natureza do mesmo.

O contrato, assinado a 23 de Janeiro, tem a duração de 1 dia.

fonte: briefing