domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sector das TIC espanhol caiu oito por cento em 2009

A ASIMELEC, Associação Multi-sectorial de Empresas de Tecnologias da Informação, Comunicações e Electrónica de Espanha fez o balanço ao sector em 2009 e traçou as suas previsões para este ano. Martín Pérez, presidente da associação, resumia assim a situação do sector das TIC em 2009: “esperávamos terminar o ano com um crescimento zero, mas a situação económica fez com que os resultados acabassem por ser muito pior do que esperávamos. A queda foi de oito por cento, o que representa uma perda de cerca de quatro mil milhões de euros, sendo que as previsões para este ano apontam para resultados um pouco melhores, mas igualmente negativos, com perdas à volta dos 2,5 por cento”.


A indústria das TIC espanhola fechou, assim, o ano de 2009 com uma queda global de oito por cento, percentagem que ascendeu em alguns subsectores a mais de 20 por cento. Só o segmento da mobilidade parece ter obtido resultados menos críticos. O mercado de consumo em Espanha foi o que registou um dos piores resultados, com una queda de 22 por cento, precedido pelo sector do audiovisual, com menos 24 por cento. “O consumo está em níveis mínimos e as vendas deste segmento estão de facto em mau estado. Isto deve-se, sobretudo, à dificuldade dos consumidores em obter crédito e à situação económica que o país atravessa. No entanto, há que ser optimista, já que, no último trimestre, devido à campanha de Natal, pudemos observar uma melhoria, que esperamos que continue”, adianta Martín Pérez.

Dentro do mercado das TIC espanhol, o segmento do hardware sofreu um decréscimo de 14, 65 por cento, sendo que, por seu turno, o mercado da mobilidade também sofreu com a actual conjuntura, registando um decréscimo de 28,21 por cento. O segmento dos smartphones foi dos que escapou, registando resultados muito positivos, nomeadamente “um crescimento em unidades vendidas de 199,48 por cento e um aumento na facturação de 83,25 por cento”, de acordo com a Asimelec.

No que diz respeito aos restantes sectores, os resultados foram igualmente negativos. O sector das telecomunicações sofreu um decréscimo em 2009 de seis por cento, seguido do de software e serviços com menos cinco por cento e da Internet e serviços de informação, com uma queda de 2,3 pontos percentuais.

Estes são os piores resultados do sector em quase duas décadas e “são muito preocupantes, sobretudo se tivermos em conta que este é um dos três sectores mais importantes do país, que poderá contribuir para que saiamos da crise”, sustenta o presidente da Asimelec.

De acordo com este responsável, “2010 também vai ser crítico, se não formos capazes de reactivar o consumo, fomentar os investimentos no tecido empresarial e aumentar a consciência da administração central quanto ao importante papel das TIC para a economia do país”, sublinha Martín Pérez, para quem “sem as TIC, dificilmente haverá um desenvolvimento sustentável”.

Para a Asimelec, é preciso fortalecer o valor das TIC na economia e “que o Governo se consciencialize desta necessidade e que realmente haja uma correlação entre a palavra e os actos”.

Não se incentivam as TIC, acrescenta a associação, realizando cortes no orçamento previsto no “Plan Avanza” para este sector. “É necessário que tanto o Governo, como as Comunidades Autónomas fomentem o investimento no sector das TIC, se de facto quiserem que sejam o motor da mudança nos modelos de negócio”, sustenta o presidente da associação.

Martín Pérez também denunciou a exclusão do sector do processo de elaboração da Lei da Economia Sustentável em discussão no país vizinho.
 
In: computerworld

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