terça-feira, 11 de agosto de 2009

De boato em boato se vai a produtividade

É uma suspeita de que a secretária está saindo com o chefe, que um colega será demitido, que há desvio de verba na empresa e tantas outras histórias malignas muitas vezes sem fundamento algum.

Casos como esses provocam situações constrangedoras, humilhações e preconceitos.

E engana-se quem pensa que os boatos é uma coisa apenas de mulher. Os homens estão cada vez mais interessados em comentar sobre a vida alheia. É um verdadeiro telefone sem fio onde cada um se sente no direito de incluir suas impressões pessoais sobre o facto em questão.

Não se sabe exatamente como, quando e muito menos quem começa um boato, a única coisa que sabemos é que ela se prolifera a uma velocidade inimaginável e que está sujeita a uma série de acréscimos de informações não checadas. E em poucos minutos ela pode provocar estragos gigantescos.

Além de diminuir a produtividade dos funcionários, os boatos comprometem significativamente a qualidade da convivência e o ambiente de trabalho.

Cada um passa a ver o outro com certa desconfiança e o clima de incertezas fica instaurado, fazendo com que todos temam ser a próxima vítima das rodas de "má lingua".

Infelizmente a situação é bastante comum, porém não deve ser tratada com naturalidade, como se fosse algo corriqueiro e inevitável.

Os boatos no ambiente empresarial precisam de ser combatidos e não simplesmente se aceitar como algo inerente ao convívio social.

Vale ressaltar que os boatos estão mais presentes nas companhias que dão pouca importância à comunicação. Todo ser humano tem necessidade de se comunicar e conviver em equipe, mas quando isso acontece de forma desordenada surge espaço para os boatos.

Inúmeras empresas de renome já passaram por situações complicadíssimas. Entretanto, este ruído na comunicação não é um problema dos funcionários e sim da empresa.

É a prova real de que algo não vai bem. É uma consequência da ausência ou do mau funcionamento de um sistema integrado de comunicação.

Para evitar esses problemas só há uma maneira: prevenir.

Para isso, nada melhor que a criação de um ambiente saudável de trabalho, onde a comunicação, a ética e a transparência sejam elementos do quotidiano da empresa.

A instituição precisa criar canais efetivos e adequados à realidade de seus colaboradores, mostrando que ali há espaço para a exposição de opiniões, ideias, sugestões e até mesmo reclamações.

A criação de uma cultura de comunicação organizacional leva algum tempo, mas os resultados são muito compensadores.

A medida pode não erradicar completamente o problema, mas certamente irá diminuir o impacto dos boatos. Se um boato surgir num local onde haja abertura e liberdade para que a informação seja checada, dificilmente ela terá prosseguimento sem uma versão oficial.

No final, todos saem a ganhar.


Fonte: administradores.br