quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Jones Lang LaSalle divulga Global Market Perspective

Este estudo disponibiliza um resumo dos principais aspectos da crise económica que continua a ameaçar os mercados financeiros e dos seus efeitos no imobiliário terciário. A edição de Novembro detalha uma série de tendências significativas, desde logo: O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu as suas perspectivas em baixa para os 2,2% e mesmo as economias asiáticas anteriormente fortes deverão registar taxas de crescimento de apenas 7%.

As taxas de juro “reais” registam, a curto prazo, uma tendência de descida, traduzindo uma verdadeira alteração no contexto monetário mundial de incentivos.

Ainda assim, importa reflectir sobre novos esforços que permitam estimular a economia, tendo em conta que há pouca margem para taxas de desconto, à medida que estas se aproximam do zero. O encontro dos emergentes G20 foi mais teórica do que prática, com os principais líderes a concordarem sobre a importância de fortalecer o crescimento económico global, a necessidade de cooperação, e a intenção de estabelecer reformas para evitar crises económicas semelhantes no futuro.

Na Ásia, a maioria do pacote de incentivos de 586 biliões de dólares deverá ser destinado a projectos já em pipeline, e não para novos gastos, enquanto que o Japão escorregou para a recessão pela primeira vez desde 2001. A Europa Central e de Leste e a América Latina têm elevados níveis de dívida externa, o que poderá levar a uma nova fase da crise de crédito.

A Alemanha está agora em recessão técnica, enquanto que no Reino Unido o Banco Central apresentou as suas mais recentes projecções onde se sugere um ligeiro declínio do PIB em 2009. Os Estados Unidos continuam a observar uma extrema volatilidade nos mercados financeiros com um fluxo de dados económicos decepcionante a influenciarem negativamente os investidores, os negócios e a confiança dos consumidores.

Os principais centros de escritórios financeiros na região Ásia-Pacifico deverão assistir a um aumento massivo das taxas de desocupação e ao declínio das rendas, enquanto que as taxas de disponibilidade de espaços na Europa permanecerão estáveis nos 7,2%.

O Médio Oriente está também a sentir os efeitos da crise económica mundial, contudo deverá continuar a registar crescimento acima dos 5% em 2009.

Os Estados Unidos estão a experimentar o início de uma alteração esperada nos indicadores imobiliários, com as taxas de disponibilidade a subirem e as rendas a desceram. O impacto esperado das políticas TARP (Troubled Asset Recovery Plan) na economia norte-americana continua pouco perceptível. A nova posição da Reserva Federal Norte Americana de dar privilégio a posições de capital em vez da compra de activos, pode impulsionar as instituições financeiras a libertar os seus activos a preços de mercado mais transparentes.

Os ocupantes de imobiliário corporativo devem ser encorajados a renegociar as suas obrigações de arrendamento e assegurar contratos de longo-prazo com níveis de renda menos elevados, proporcionando também aos proprietários e investidores uma oferta de imobiliário terciário com preços atractivos e indicadores sólidos.


Fonte : JLLS/Revista Imobiliária

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