segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Marketing Religioso

A pedido de um familiar que não tem possibilidades de conduzir, desloquei-me a Fátima para ele proceder a uma visita e segundo ele "pagar uma promessa". Quando cheguei ao Santuário, no local onde se acende as velas para "pagar a promessa", fiquei espantado com um aviso que se encontra no mesmo:
"Acenda apenas uma vela, coloque as outras neste depósito e todas as suas promessas serão consideradas pagas".

Ora, lembro-me que se devia acender uma vela por promessa, segundo a religião católica. Neste momento as pessoas compram (ex. 10), acedem uma, as outras são colocadas em caixas e voltam para o ponto de venda.

Brilhante ideia.

Com toda a certeza que muitas velas, são vendidas centenas de vezes a pessoas diferentes. Euros em caixa. Para mim, é puro negócio.

Eu já a algum tempo que não me identifico com nenhuma religião, posso acreditar num "ser superior", mas isso não obriga a identificar-me com nenhuma religião, porque estou convicto de que as religiões hoje em dia são negócios. Por este andar, não me admiro que se comece a contratar marketters para as organizações religiosas.

Não quero ferir susceptibilidades de ninguém, mas não podemos de deixar de constatar que o marketing está implementado com muita força nas organizações religiosas, e na minha opinião, já se começa a pensar no dinheiro primeiro e depois no "restante".

Quem acredita, deve continuar a acreditar. Não quero com este artigo mudar a opinião de ninguém, aliás, eu á semelhança de muitos e muitos leitores, tenho uma família católica tradicional.

É a minha opinião, apenas isso.

Tenha uma boa semana de trabalho e não se esqueça de comentar este artigo.

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