terça-feira, 1 de julho de 2008

A ética na relação da empresa com o consumidor em Marketing

Dentro do Marketing são utilizadas inúmeras ferramentas para elaborar estratégias que passem aos clientes a informação correcta na hora certa, só que nem sempre o uso de tais ferramentas é feito de acordo com os desejos do consumidor, o que pode trazer dúvidas sobre a postura da organização perante seus consumidores.

Como existem muitos concorrentes é visível a busca por clientes fiéis, que se apaixonem pela marca, pelos produtos ou serviços oferecidos, que tenham um atendimento ético e que possam alcançar os objectos de seus sonhos.

Mas com o passar dos anos muitas organizações desviaram os seus focos, perderam a noção do que é correcto fazer e partem para estratégias nada leais com os seus clientes e concorrentes, oferecendo produtos ou serviços que não têm as características e atributos afirmados. Então surgem publicidades enganosas, comentários falsos e afirmações que visam prejudicar o concorrente, pelo simples facto de não conseguirem acompanhar o desenvolvimento do mercado e pelo desejo de não deixar as demais empresas manterem-se vivas.

A falta da ética é o principal factor, as pessoas que controlam as organizações esquecem-se que a empresa é o reflexo de sua cultura, então pode-se dizer que uma empresa que não consegue cumprir o que promete é liderada por pessoas que não conseguem se relacionar com as demais, que não possuem a capacidade de fazer o seu melhor sem prejudicar os demais, e quando isto acontece a empresa torna-se uma referência no mercado como aquela que apenas promete e não cumpre. O mais interessante é observar que o tempo para estas organizações está no fim, o consumidor tem muitas opções para escolher e não ficará preso a uma empresa que não sabe fazer nada correctamente.

Então surgem dúvidas sobre o comportamento ideal das empresas, mas que podem ser respondidas de maneira simples, já que as organizações devem-se encaixar no comportamento da sociedade onde estão inseridas, como um espelho que reflecte tudo o que é feito pelas pessoas e que só pode entregar o que possui no seu interior.

Por isso é tão importante que a cultura das pessoas que entram numa empresa seja similar à cultura organizacional, pois sempre existem pessoas que procuram uma organização para fazer o seu melhor e que visam demonstrar o seu trabalho, sem a intenção de enganar um consumidor ou oferecer o que para a empresa é impossível. Mas se a cultura de uma empresa é muito diferente da cultura das pessoas é provável que a organização procure uma região diferente para instalar uma unidade, que traga de outros locais as pessoas para trabalhar e que tenha que aprender algumas normas e regras do mercado, quando entra numa nova cidade, região, estado ou país.

Não é possível dizer que as empresas são más, pois a empresa é apenas uma instalação que nada produz sem pessoas, só que um erro de uma pessoa de determinada empresa compromete o nome da organização, faz a credibilidade desaparecer e não é a pessoa que sofre com um acto prejudicial ao consumidor, mas toda a organização. O maior erro é tentar levar vantagem, tentar enganar os outros e prejudicar o concorrente, sem levar em conta que muitas pessoas podem ser prejudicadas por uma única.

Outro ponto interessante, por exemplo, é que você pode já ter deixado de adquirir algum produto ou serviço de uma empresa porque um dos motoristas dessa empresa infringiu as leis de trânsito e até o provocou, mas nesse momento apenas olhou para o veículo e viu o nome da empresa no mesmo, imaginando automaticamente que a empresa toda se comporta desta forma.

Também podem ser citados exemplos de empresas que deixaram escapar a possibilidade de serem adquiridas por outras, porque havia irregularidades nas suas contas, impostos não pagos etc., tudo para levar vantagem de um modo especial. A maior vantagem que uma empresa pode manter sobre alguns concorrentes é cumprir o que promete ao cliente, manter uma postura ética e respeitar todas as pessoas.

1 comentários:

Ética é um palavrão para a maioria das empresas em Portugal.

Devia ser procedimento normal e não uma excepção.