terça-feira, 24 de junho de 2008

Bases de dados relacionais – Parte I


É com admiração que constato em pequenas, médias e grandes empresas que não trabalham a sua base de dados, nem refiro as microempresas ou pequenos empresários.

Não existe na organização uma base de dados devidamente organizada e fiável, que permita a trabalhar e desenvolver o negócio. Infelizmente, vejo muitas empresas a adquirir bases de dados em fontes pouco fiáveis, porque querem trabalhar o e-mail marketing por exemplo, mas, quando enviam um mail-shot, fazem-no sem o mínimo de conhecimento, alguns dos casos mais chocantes são:

Enviar a comunicação, sem o mínimo cuidado a nível de imagem, com letras “garrafais” (como se assim o target fosse prestar a devida atenção) e no pior de todos os casos, quando não existe uma aplicação de envio deste tipo de comunicação, enviam da conta do “Outlook” ou similar, com os e-mails de todos os destinatários em “to” (se não souberem como se envia em bcc “ocultar” os e-mails dos destinatários, podem entrar em contacto comigo).

Ainda nestes casos, normalmente feito por pessoas sem conhecimentos, quando um dos destinatários solicita ser removido da lista, é um caos na organização, não fazem a mínima ideia como vão excluir os e-mails com esses pedidos, sei mesmo de casos que as pessoas “varrem” um a um os e-mails para os excluir da lista, quando os encontram eliminam de vez, depois ao procurar mais endereços, se encontram esse endereço de e-mail colocam de novo na lista, porque não existem referências e já não se lembram do pedido de remoção (no mínimo, deviam ter uma lista de barramento “se quiserem saber mais, entrem em contacto).
É verdade, existem empresas que “fazem” spam, apenas por falta de conhecimentos.

Outro ponto de uma base de dados que me causa estranheza não ser bem trabalhado, é o facto de não segmentarem os clientes, chega-se ao cúmulo de oferecer um bilhete para ver um filme em Lisboa a um cliente de Viana do Castelo?!?

Outro caso flagrante, é um facto de enviarem uma “super-promoção com reduções de 15%” por exemplo, a um cliente que adquiriu esse bem a apenas 1 semana e sem qualquer desconto. O que origina uma frustração do cliente, como é lógico.

Para indicar outro exemplo com que me deparo diariamente (trabalho com bases de dados relacionais), é o facto de um cliente solicitar apoio sobre um produto ou serviço que adquiriu, e na empresa onde se adquiriu esse produto/serviço, não terem conhecimento do produto/serviço específico que adquirimos (por vezes em bens de milhares de euros).

É raro ver empresas que apostam em “soluções” como o valor do cliente, entre muitas outras, que nos permitem conhecer o cliente, as tendências, etc…

Tenho conhecimento de empresas que decidiram avançar com o “trabalho” de base de dados dos seus clientes e potenciais clientes, e decidiram adquirir excelentes soluções neste campo, mas sem existir um colaborador na organização com experiência efectiva, a experiência correu mal.

Eu aconselho a uma empresa que não trabalhe com bases de dados relacionais (clientes e potenciais clientes), que o comece a fazer o mais rapidamente possível, entre outros, irá obter dados efectivos e reais de grande apoio a decisões de gestão.
Não comecem com “grandes aplicações”, se não tem conhecimentos ou recursos humanos para isso, podem por exemplo, começar com uma simples folha de Excel ou Calc. (Open Office) que permite gerir, comparar e efectuar um “sem número” de operações neste âmbito.

Este é um post muito simples e básico sobre este tema muito importante, mas, irei com calma e detalhadamente, ponto por ponto, explicar como fazer ou no mínimo, como começar a fazer.

P.s – Departamento de marketing numa empresa sem um bom departamento de base de dados, não funciona. Target bem identificado e segmentado, esta deve ser a 1ª preocupação.

Para dúvidas, sugestões ou opiniões, não hesite paulocoitogomes@gmail.com

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