Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Crise é oportunidade… para reorganizar e reconverter o sector!

Imobiliário:

Com ou sem o dom da Fé, celebrámos a Páscoa; um tempo adequado à meditação e reflexão! Do lado de cá, continuamos a acreditar e a tornar possíveis dias melhores, do lado de lá, continuam a chegar boas notícias que superam as expectativas.

Enquanto na tradição cristã, celebrámos a passagem da morte à vida pelo renascimento de Jesus Cristo e na tradição judaica se celebra a passagem da escravidão à liberdade, todos sem excepção, crentes e não crentes, em família ou entre amigos, continuamos a encontrar neste período, um tempo de reflexão, desfrutando dos primaveris raios de Sol.

Do lado de cá, no boletim mensal de Abril, o BCE antecipa que a recuperação económica acontecerá de forma gradual ao longo de 2010. Pelo menos até lá, a crise continuará a apertar o orçamento das famílias, a fazer crescer a oferta e a reduzir a procura de casas. A única lição que poderemos retirar desta persistente depressão, é que nada será como dantes, e no novo ciclo económico que ainda está para vir, nem todos os imóveis se irão valorizar e da mesma forma.

No nosso País, mais de 500.000 imóveis continuarão a procurar comprador e se um dia os tribunais funcionarem em tempo útil, muitos milhares de imóveis irão engrossar um alternativo mercado de arrendamento. É que nós também continuamos a sonhar, que um dia em Portugal, os “nossos” “Madoff´s”, “Fritzel's” e outros criminosos, sejam julgados e condenados ao cárcere com celeridade.

Para os mediadores imobiliários esta é uma fase de reorientação do seu negócio, apostando numa maior qualificação dos seus profissionais e na prestação de mais e melhores serviços imobiliários para fazer face à crescente procura de aconselhamento, por parte dos particulares vendedores e compradores de casas.

Menor volume de transacções e negócios, menos clientes mas com mais necessidades a satisfazer, implicam uma focalização na quantidade e qualidade dos serviços a prestar. Por isso na rede imobiliária ERA continuamos a acreditar e a construir dias melhores. Para muitos promotores e construtores imobiliários, este período de arrefecimento construtivo também deveria servir para uma reorientação e, nalguns casos, reconversão da sua actividade. Não é possível continuar a construir como até hoje!

O custo de “fazer bem” de forma planeada é o mesmo do que “atamancar” de forma desordenada. No mercado residencial “prime”, fruto de um “pricing”menos especulativo face a Espanha e outros destinos mediterrânicos e de uma menor dependência da conjuntura económica, surgem cada vez mais investidores e clientes particulares principalmente oriundos de Países emergentes, procurando produto imobiliário de qualidade em construção e localização.

Angola, Brasil, China, Rússia, Médio Oriente, costa Leste dos EUA, são os emissores desta nova procura. Também a “Kasa do Futuro” situada na Ericeira, uma das casas mais inteligentes da Europa, já tem comprador e ainda de acordo com a Sotheby’s fez disparar a procura deste tipo de produto imobiliário.

Se do lado de cá, crise é oportunidade para alguns, do lado de lá tem sido regra. A IV Edição do Nordeste Invest superou todas as expectativas; 1320 investidores internacionais oriundos de 12 Países, comprovaram que o Brasil e o seu Nordeste, têm tudo para dar certo e continuam a dar certo.


*Jorge Garcia é Director de Comunicação da Era Portugal.

Fonte: Casa.sapo

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Como vender em tempos dificeis?

Como vender em tempos dificeis?

NÃO VENDA, deixe de ser vendedor e passe a ser consultor. Não venda o que quer, venda o que os seus clientes necessitam.

Neste momento, concentre-se a ser um facilitador de negócios para os seus clientes, ajude-os a comprar o que realmente necessitam, desta forma está a ajudar a que os seus clientes possam responder apenas com o estritamente necessário para prestarem um bom serviço/adquirirem o que realmente necessitam (particulares) e desta forma a pouco e pouco, todos conseguirem ter fluidez económica e não estarem a fazer stocks desnecessários/comprar o que não necessitam (particulares) e tornarem as suas situações económicas ainda mais insustentáveis.

Sejam cada vez mais um facilitador e não "um vendedor", é o meu conselho.

Hoje dizia-me um colega meu: "epá, mas eu tenho de vender xxxx€ por mês, se não começo a ganhar menos". Pergunta:

E se deixares de ganhar de vez?

Ficou apreensivo e depois disse-me que tinha fundamento o que lhe tinha dito.

Portanto a minha mensagem hoje, é:
Ajudem os vossos clientes, para serem ajudados também (nem que seja a mantêr o emprego, se eles falirem, por arrasto, vão atrás).

Um abraço e boa CONSULTORIA.

Sábado, 4 de Abril de 2009

Desafio aos leitores

Viva,

Depois de tantos artigos a discutirmos, qual a melhor estratégia de marketing, de vendas, como comparar, como diferenciar, etc., venho colocar um desafio que estou a passar por ele neste momento e por certo que muitos leitores, também. Que é:

Como nos vendermos a nos próprios? Qual a melhor estratégia neste momento? Como chegarmos a quem queremos? Como entramos "naquela" empresa?

Venham dai as vossas sugestões?

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

A crise também me chegou

Não tenho escrito nenhum artigo por falta de tempo, infelizmente tive esta falta de tempo.

Estava eu a chefiar um departamento numa empresa do grupo PT, quando sou aliciado a chefiar a direccção comercial de uma imobiliária, que pertence a um franchising, segundo noticias internas a 3ª maior rede a operar em Portugal.

Eu fui convencido a participar neste projecto e infelizmente vi a minha vida a desabar, tudo o que prometeram nada cumpriram, começou pelo vencimento, depois que ia ter uma equipa de no minimo 10 comerciais e ao fim de 3 meses tinha 1, se é que posso dizer que éra 1 comercial, no verdadeiro sentido da profissão, entre outros assuntos mais graves.

Conclusão:
Com um negócio de mediação de uma moradia de 430.000,00€ mais um arrendamento de 900,00€ por mês, cerca de 100 imóveis angariados, toda a coordenacção de loja a meu cargo durante 2/5 mêses e meio, sou confrontado com a saida.

Tive de abandonar a casa que estava a comprar, fiquei sem ordenado do mês transacto, sem trabalho, e devido a carga horária, ajudou a que a mãe dos meus filhos se separasse de mim.

Viva, SOU UM NOVO POBRE, vindo de uma classe média/média-alta, em 3 meses, estou na casa dos meus pais e sem saber o que irei fazer, nem se poderei ver os meus filhos.

Muito obrigado a todos os que ajudaram a estar assim.

Quando se fala numa grave crise social, eu sempre disse que nunca se chegaria a esse ponto, neste momento tenho as minhas dúvidas, eu passei de uma vida óptima a quase miséria em 3 meses. O que irei fazer?

Estou a ver as possibilidades de imigrar, porque é dificil e não sei o resultado de ver diáriamente os culpados desta situação. SE EU SOU CULPADO?

Sim, nunca deveria ter saido da empresa onde estava à 4 anos, tinha trabalho.

Desculpa JD, mais uma vez se paga por acreditarmos na "pilula dourada".

A todos desejo boa sorte, ei irei fazer para a voltar a ter, só me falta um trabalho.

Se alguém souber, em qualquer ponto do país, estou disponivel.

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Moratória no crédito à habitação limitada a 500 euros

O Governo aprovou hoje a moratória que prevê a redução em até 50% das prestações dos casais afectados pelo desemprego, com um limite máximo de 500 euros.

O anúncio foi hoje efectuado pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros de hoje, no qual foi aprovada a moratória destinada aos desempregados com dificuldades em pagar o crédito à habitação aos bancos.

O governante precisou ainda que "a medida de apoio aos desempregados no âmbito da habitação é uma medida que abrange também o crédito bonificado, onde os desempregados neste regime verão o seu escalão de benefício automaticamente melhorado".

A medida foi apresentada pelo primeiro-ministro na semana passada e o seu principal objectivo é o de aliviar os encargos dos desempregados por um período máximo de dois anos.

A ideia é que os desempregados paguem apenas metade da prestação - num momento em que o mercado de trabalho está particularmente degradado - assumindo o Estado a outra metade em falta.

No final dos dois anos, voltam a suportar a prestação da casa por inteiro e começam a pagar ao Estado o montante em falta, beneficiando de uma taxa de juro bonificada, correspondente à Euribor menos 0,5 pontos percentuais.

"Este reembolso é amenizado na medida em que terá lugar durante todo o prazo de maturidade do empréstimo base em causa, sem prejuízo da possibilidade de prorrogação do prazo do empréstimo", adianta em comunicado o Conselho de Ministros.

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